terça-feira, 6 de setembro de 2016

Futuro trocará o computador e impressora pelas maquininhas fiscais no Brasil

As maquininhas de cartão agora irão emitir cupom fiscal NFC-e; A maior parte dos estados já definiu agenda obrigatória para mudança. A economia pode chegar a 50% em hardware e software


A aposta no Brasil começou pela empresa Arenaplan (http://pdvportatil.arenaplan.com.br), pioneira em Cashless no Brasil, nome dado para tecnologia feita para estádios e parques no exterior. Na verdade significa Sem Dinheiro, ou hábito de se usar cartão pré-pago no pagamento de contas usando um cartão que em geral é contactless, encostou pagou. A solução que inicialmente havia sido criada para rodar em computadores para atender a área do esporte e grandes parques migrou para máquinas POS no Brasil, as chamadas maquininhas que agora emitem também o cupom fiscal NFC-e dispensando a compra do computador e impressora para operar no caixa de pagamento. O cliente ainda precisa de um computador para cadastrar os produtos, estoque e retirar os relatórios gerenciais, mas pode utilizar um site para emitir os relatórios. A máquina opera como um ponto de venda tradicional. Ao ligar ela baixa da internet a tabela de produtos e opera por códigos baixando o estoque da nuvem a cada venda realizada. Ela também registra as vendas feitas no dinheiro, calculando o troco a ser dado para o cliente, cheque, cartão de crédito, débito além do pré-pago contactless. A economia para o empresário é de 50% no investimento em hardware e software se comparado as soluções tradicionais. Esta economia pode aumentar se ele aposentar as máquinas de cartão tradicional, visto que a mensalidade para isso também será bem menor do que oferece as grandes empresas de cartão.

Para algumas empresas que desejam oferecer o cartão pré-pago para os clientes, como as cantinas de escolas por exemplo, a Arenaplan oferece aos pais um site e-commerce integrado ao Pagseguro para que os clientes possam realizar recargas pré-fixadas. A cada pagamento por pré-pago o cliente marca pontos que podem ser trocados por descontos. A máquina pode operar com chip (GPRS) ou Wifi e até mesmo sem nenhuma conexão, o chamado modo offline. Este último é voltado para organizadores de eventos. A empresa até criou uma franquia que permite as empresas alugar o equipamento para eventos, totalizando internamente as vendas por produtos e com totalização das vendas por modo de pagamento. A empresa informa que os franqueados podem lucrar de até R$100 mil reais por ano com cada 10(dez) máquinas.

Pode parecer muita informação técnica, mas o empreendedor brasileiro tem que atentar que o Brasil está vivendo agora uma verdadeira revolução fiscal. A grande maioria dos estados brasileiros adotou o NFC-e (Nota fiscal ao contribuinte eletrônica) emitida na venda de qualquer produto. Uma  nota fiscal que imprime o QRCode, um código de barras semelhante ao lado. Esta nova regra obriga as empresas a gerar a nota fiscal e transmiti-la em tempo real para a secretaria da fazenda do estado (SEFAZ). Toda empresa que já havia feito um investimento em uma impressora fiscal terá, após ela completar 5 anos de uso, que aposentá-la e comprar uma nova, desta vez não fiscal e ainda a trocar o seu software de automação comercial e incluir uma conexão internet. Isso exige que o empresário repense sua estratégia. Será que vale a pena fazer um upgrade do computador, software, impressora, inserir um ponto internet e ainda manter aqueles cabos chatos de conexão entre o computador e a impressora e pagar altas mensalidades para os prestadores de serviço e ainda para as empresas de cartão? Esse é justamente o calcanhar de Aquiles do negócio. Porque não unir tudo numa só máquina? além do investimento pesado para o pequeno empresário.

Esta troca na legislação tributária brasileira tem um objetivo: Aumentar a arrecadação, diminuir a sonegação e diminuir o caixa 2 das empresas. E parte desta mudança está sendo puxada pelo estado do Ceará. Assembleia Legislativa do estado aprovou um projeto em julho/2016 que torna operadoras de máquinas de cartão também responsáveis pelo recolhimento do ICMS. Medida, que incide nas vendas por cartão feitas nas maquininhas. Ela ainda será regulamentada para entrar em vigor. Isso obrigará todas as maquinas de cartão tenham que emitir cupom fiscal no pagamento por cartão no estado. Ou seja, as empresas que ainda não tinham uma solução de software fiscal terão agora que fazê-lo. E as empresas que já tinham terão que fazer uma nova escolha. E é justamente neste ponto que a máquina da Arenaplan pode ser uma boa opção. Essa moda pode se espalhar para os outros estados. Crueldade ou não com o sofrido empreendedor brasileiro isso exigirá dele mais um desafio.

Por Márdel Cardoso
Gerente de Projetos
Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG, MIT-Master Information Tecnology pela FIAP-SP, Marketing Esportivo pela Uniara. Foi Top 10 no Ibest 2000 a 20005, oscar da internet brasileira. Tem 28 anos de experiência em projetos de tecnologia. Foi Professor de Gestão de Projetos por 7 anos na Uninove-SP além de professor em disciplinas de Empreendedorismo e Desenvolvimento Web nas faculdades Fiap-SP, Eniac-SP e FASP-SP. Tem dois livros publicados.
Assessoria de Imprensa do Esporte assessoriadeimprensaesporte@gmail.com 

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