sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Palestra sobre Projeto e Gestão de Arenas na UFABC


LEVE ESTA PALESTRA PARA SUA ESCOLA
Sua escola de engenharia ou arquitetura quer absorver informações do setor? Quer conhecer o ciclo de construção e operação de uma arena? Seu clube, sua cidade ou seu estado pensam em construir uma arena? Saiba mais

O diretor da Arenaplan Consultoria palestrou na Universidade do ABC nesta última quinta-feira, dia 13 de dezembro para os alunos e profissionais de engenharia e tecnologia no ciclo de palestras promovido pelo BANCO DO BRASIL. A palestra envolveu conceitos do mercado de arenas, números e informações. O palestrante foi Márdel Cardoso, diretor da Arenaplan Consultoria. A palestra envolveu detalhes do ciclo de vida do projeto de uma arena, desde a fase do estudo de viabilidade quanto o design e construção.

Assista a introdução da palestra
https://www.youtube.com/watch?v=_chyiOcVbUk

1o Fórum de Gestão de Estádios e Arenas aconteceu em São Paulo com grande sucesso

Aconteceu ontem em São Paulo, o 1o Fórum de Gestão de Estádios e Arenas. O primeiro evento do Brasil que veio propor soluções, idéias e propostas de melhorias para a gestão dos estádios brasileiros. O evento é uma realização da Arenaplan Consultoria e a da Trevisan Escola de Negócios e aconteceu no Programa de Conferências da 5ª edição do maior evento da América Latina para equipamentos e infraestrutura de locais esportivos: o Sport Infratech, organizado pela Real Alliance. O evento contou com apoio da SBGME, ABRAESPORTE, ABRIESP, Pluri Consultoria e a Universidade do Futebol.


O evento foi um grande sucesso e contou com a presença dos dirigentes de alguns dos maiores clubes de futebol do país como Corinthians, São Paulo, Santos, Atlético-PR e Cruzeiro, e teve ainda a presença de atuais e ex-dirigentes do Grêmio. O evento também contou com a presença de grandes dirigentes e gestores de arenas do Brasil como Minas Arena, Maracanã, Castelão e Arena Pernambuco além de profissionais da OAS Arenas, Odebrech, além de nomes reconhecidos pelo mercado de marketing esportivo e centenas de profissionais do setor. Durante o evento os participantes ainda tiveram tempo para visitar os stands da Sport Infratech.

O evento abriu pela manhã e contou com a abertura do Fernando Trevisan, diretor da Trevisan Escola de Negócios e iniciou com a palestra do Presidente do Botafogo FR, Maurício Assunção que apresentou o trabalho que havia sido feito pelo clube no Engenhão, seguido pelo Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria, que apresentou o perfil de renda das torcidas brasileiras.

Daniela Senatore, gerente da Odebrecht apresentou informações de como funciona a estrutura de gestão de uma arena multiuso. Um importante debate entre Lúcio Blanco, gerente de arrecadação do Corinthians e Ricardo Araújo, especialista em gestão de arenas fechou o evento pela manhã falando do planejamento e venda de ingressos, camarotes e business seats.

O evento abriu à tarde com Márdel Cardoso, diretor da Arenaplan Consultoria seguido da palestra do Diretor da BPS Promoções e apresentador do programa Encontro D Craques da Band Sports, o Beetto Saad que brindou os participantes com casos de sucesso na gestão de camarotes no Morumbi, Pacaembu e Palestra Itália. Em um brilhante debate, Sérgio Landau, diretor do Engenhão e Botafogo, e Eduardo Antonini, que foi responsável pela concepção e desenvolvimento do Projeto Arena do Grêmio conversaram sobre as estratégias de sucesso das arenas.Durante o evento, o diretor da Arenaplan apresentou dados e números do mercado de arenas da Europa e Brasil, mostrando inclusive a diferença entre as receitas européias e brasileiras.

E não foi somente isso. Pedro Mascarenhas apresentou novidades sobre o Matchday Sponsor, uma nova fonte de receita em arenas. Ele é atualmente gerente de Marketing e Novos Negócios da TTK Marketing Esportivo mostrando vídeos marcantes e estratégias de promoções executadas no segmento no exterior.

No último bloco, os convidados absorveram informações e tendências do mercado de Cashless, apresentado pelo diretor da Arenaplan Consultoria, seguido da diretora da XYZ Live Eventos, em palestra que convidou os atuais gestores a trabalharem juntos para ampliar o mercado de eventos.

Para fechar com chave de ouro o evento, Gilberto Ratto, Gerente de Marketing do São Paulo FC, o Marcone Barbosa, Diretor de Marketing do Cruzeiro EC e o Mauro Holzmann, Diretor Executivo de Marketing e Comunicação do Atlético-PR promoveram um debate para mostrar a visão e realidade dos clubes na gestão das parcerias e de seus estádios.

Em breve publicaremos aqui alguns trechos e vídeos de cada uma das palestras apresentadas durante o evento. O PDF das apresentações serão publicados nesta sessão de eventos do site.


Palestra sobre CASHLESS de Márdel Cardoso



 O conteúdo da palestra de Mardel Cardoso sobre  CASHLESS pode ser baixado por aqui. Click

 Click para assistir uma pequena parte da palestra  em vídeo.

 https://www.youtube.com/watch? v=OVZxHjz9McM&feature=youtu.be

Empresa Brasileira cria software para diminuir as filas dos Estádios

A Arenaplan Consultoria criou em São Paulo uma solução avançada de pagamento para eliminar as filas internas nos estádios brasileiros. Usando um cartão parecido com um cartão de crédito, o chamado RFID, o torcedor carrega o cartão pela internet ou pelo celular os valores que pretende consumir na arena pagando com cartão de crédito ou débito. Com isso ele não precisa mais usar dinheiro ou digitar senhas na hora de efetuar o pagamento. Basta informar ao atendente o que deseja e encostar o cartão numa leitora especial. Automaticamente o sistema consulta o saldo disponível e efetua o débito em seu cartão, agilizando o processo de pagamento. Este tipo de solução é chamado no exterior de CASHLESS.

A tecnologia desenvolvida pela startup brasileira é pioneira no Brasil. Ela é chamada Arenaplan Sem Filas e hoje é uma das mais avançadas do mundo por trabalhar em plataforma móvel. A empresa desenvolveu a plataforma analisando algumas soluções européias convertendo toda solução para trabalhar em nuvem e para celulares. Ou seja, toda a inteligência do sistema está instalada em Data Center e integrada aos principais bancos do mercado, o que possibilita ao torcedor ter todo tipo de cartão de crédito ou débito ao seu dispor para fazer o carregamento do cartão. “Isso oferece ao torcedor conforto para comprar o que deseja com tranquilidade, mesmo durante o intervalo onde o movimento é muito grande e, tecnologia para o gestor, pois ele sabe exatamente o que está gerando mais vendas em cada bar ou loja e, pode até traçar um plano de segmentação do público, como fazem hoje algumas arenas no exterior”, informa Márdel Cardoso, diretor da Arenaplan. A empresa está desenvolvendo agora uma alternativa para oferecer também carregadores fixos no local em parceria com empresas nacionais.

O estádio disponibiliza em cada bar uma maquininha portátil, pouco maior que uma maquininha comum de cartão de crédito, mas muito mais inteligente, com um display maior e aplicativo próprio em plataforma Mobile. Este equipamento emite recibos para os clientes e substitui o PDV tradicional em alguns casos, e ainda emite as notas fiscais eletronicamente para os clientes, o que diminui as chances de fraude nos bares. O Gestor utiliza um backoffice na internet para gerenciar o sistema e acompanha todo o processo online, do cadastro, carregamento, vendas, pagamentos e até mesmo a performance de comunicação das maquininhas nos bares.  
A solução da Arenaplan chamou a atenção de vários clubes brasileiros, estádios e até multinacionais concorrentes. Além de funcionar em estádios de futebol ela também pode ser utilizada em shoppings, eventos, ginásios esportivos e até em escolas. Por ter tecnologia de ponta desenvolvida no Brasil a solução chega a custar 1/3 das soluções internacionais. Uma multinacional japonesa que já tinha tecnologia semelhante se interessou pela solução por ser mais barata e melhor adaptada aos padrões brasileiros.
O CASHLESS é hoje um dos segredos da Alemanha para atingir quase 100% de ocupação nos estádios da 1ª e 2ª divisão. Quase todos os estádios lá já tem este tipo de solução funcionando. Este tipo de tecnologia esta sendo utilizada em dezenas de estádios nos EUA, Europa e até no Japão. Nenhum estádio no Brasil utilizou ainda este tipo de solução, o que mostra mais uma das deficiências do mercado brasileiro.  A solução foi apresentada agora em dezembro em São Paulo, no 1º Fórum de Gestão de Estádios e Arenas que contou com a presença dos principais dirigentes dos maiores clubes de futebol do país além dos gestores das arenas. O presidente do Botafogo, Maurício Assunção abriu pessoalmente o evento.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A média de público e o tamanho das arenas


A Mania de Grandeza brasileira não deve se refletir nas arenas.
A Arenaplan divulgou nesta última semana um relatório (Novas Arenas dos Clubes após a copa)sobre as possíveis novas arenas que os clubes brasileiros podem construir. Este relatório comparou as médias de público de 10 clubes durante o período de 1971 a 2012. Se vocês observarem rapidamente pode parecer que o Flamengo, líder da pesquisa, e líder na média de público, com mais de 27 mil torcedores anuais poderia, pensar em ter uma grande arena própria. Porém a pesquisa também revelou a realidade. O próprio Flamengo teve uma enorme queda em sua média de público a partir da década de 90. Esta queda tem vários motivos, incluindo aumento da violência, falta de conforto e segurança, competição com outros meios de entretenimento entre muitos outros. Estes fatores também influenciaram outros clubes. E não será apenas com uma simples melhora no conforto nos estádios que vamos melhorar estes índices.
A Europa e EUA estão 20 anos adiantados em relação ao Brasil, em relação à relacionamento com o torcedor. Não é somente na tecnologia dentro dos estádios. Mas o tratamento do torcedor como cliente. Este tratamento começa por segmentar o público alvo, o torcedor, em vários perfis diferentes, indo do nível de renda aos perfis de consumo. O Manchester City dividiu seus torcedores em 38 perfis e trabalha fortemente cada um deles, oferecendo produtos e serviços fortemente aliados com seus gostos e renda.
Ao analisarmos os números de média de público fica claro que, o brasileiro só enche o estádio quando seu time está indo bem. E isso não vai acontecer sempre. O clube precisa entender que o estádio deve estar cheio mesmo o clube estando perto da zona de rebaixamento. Vejam que na Alemanha os estádios estão cheios na primeira e segunda divisão.
O Flamengo não pode mais depender de um time fantástico para obter novamente 37 mil de media de público (Média da década de 70 e 80). Da mesma maneira o Atlético-MG recuperar sua média da década de 70 de 26 mil torcedores por jogo. Estas médias não podem ser somente para um ano. O Flamengo obteve em 1980 a média recorde de 66 mil por jogo. O Atlético-MG obteve em 1977 de 55 mil pessoas. Isso talvez se repita no futuro. Mas o Brasil mudou drasticamente desde então. E o negócio do futebol também.
E por isso estes clubes devem pensar primeiro em recuperar 20 anos de atraso na gestão dos clientes, ou seja, dos torcedores. Quando estes clubes estiverem tendo, médias de público de cerca de 80% dos estádios em todos os jogos, eles poderão pensar em ampliar suasarenas ou até em construir novas arenas, fato muito comum nos EUA.
É por isso que o Flamengo não pode pensar em uma nova arena acima de 50 mil pessoas. O Atlético-MG em uma arena acima de 45 mil lugares. O custo de operação é altíssimo. Uma arena precisa ter no mínimo 50 a 100 profissionais, dependendo do tamanho, para manter tudo funcionando. Um estádio é como um shopping center. E da mesma maneira tem custos altíssimos para operar. Agora imagine que um estádio, além da operação, precisa realizar vários eventos para gerar renda. É por isso que o volume de profissionais tem que ser alto.
Por isso que o Santos, Goiás e Figueirense não deveriam pensar em arenas acima de 25 mil lugares. O Ceará fechou contrato com a Arena Castelão, mas de apenas 5 anos. Eles podem pensar em construir um estádio no mesmo tamanho. Já o Fluminense deve pensar no máximo em um estádio para 30 mil assentos. Mas não seria ruim pensar em uma arena de 25 mil lugares. Lembrem de como o Independência tem sido bom para o Atlético-MG, mesmo com apenas 25 mil lugares. A diferença está no volume de camarotes. É preciso ter muitos deles. É deles que saem a principal fonte de renda. E no Independência só tem 18 deles.
Precisamos colocar os pés no chão. O futebol brasileiro está muito atrasado. Precisamos começar a  trabalhar sério. A mania de grandeza brasileira não deve se refletir nas arenas. Vamos lotar primeiro as novas arenas que já foram construídas e que serão no futuro. Só assim poderemos pensar grande novamente.

Por Márdel Cardoso, gerente de projetos/gerente de tecnologia. Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG, MIT-Master Information Tecnology pela Fiap-SP, Marketing Esportivo pela Uniara, Gestor de Arenas Multiuso pela Trevisan-SP. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Quantos Estádios Precisamos Construir?

O brasileiro precisa crescer. Estamos na adolescência em matéria de gestão de projetos. Precisamos apagar alguns maus exemplos de nossas mentes e investir dezenas de milhões de reais em uma campanha didática forte para mudar definitivamente a cultura do "Estamos no Brasil! Isso não funciona", "Quem sobe na vida é quem puxa saco, ganha na loteria ou casa com mulher rica" entre outras bobagens que só incentivam o amadorismo brasileiro.

Precisamos entender e ensinar o brasileiro que seriedade não é chatice. Que planejamento não é perda de tempo. Nós precisamos ensinar o brasileiro que qualquer projeto deveria ter um prazo pré-estabelecido e seguido rigorosamente à risca, seja ele público ou privado, pequeno ou grande. Qualquer projeto deveria ter um plano de custos e um escopo levantados com cuidado para que o capital investido seja o suficiente para cobrir qualquer problema que aconteça. Isso é feito há muito tempo em projetos no exterior em vários segmentos de mercado. Porque não começamos a fazer isso no Brasil? Vai sobrar muito dinheiro para escolas, hospitais entre outros.

Ainda estamos buscando um presidente super-herói que seja capaz de mudar tudo num piscar de olhos sem que tenhamos que mudar nada, sentado em nosso berço esplêndido. Afinal é mais fácil jogar a culpa no presidente do que em nós mesmos! Foi preciso o governo se mobilizar e privatizar todos os grandes estádios da copa. Se o governo fosse esperar que os clubes do país se mobilizassem para gerir estas novas arenas não existiria copa. Os clubes de futebol profissional sequer enxergaram o valor financeiro que trarão estas novas arenas. O Real Madrid já fatura mais de R$1,1 bilhão de reais com sua arena por ano porque faz um excelente trabalho, dez vezes mais que nossa arena mais rentável vai faturar no primeiro ano, depois que estiver pronta.
Esta história que o clube não pode ter outro ramo de negócios está furada. O clube precisa faturar em várias áreas, seja ela qual for, para conseguir manter um “Neymar” no time por exemplo. O clube precisa abrir novas frentes de receita para poder competir com os clubes brasileiros e europeus. O faturamento dos brasileiros não está aumentando por sua competência. Foram as cotas de TV que aumentaram. E isso terá um limite.

Aqui no Brasil nosso futebol precisa de menos talentos dentro do campo do que fora. No campo são apenas onze jogadores, mas para que eles consigam praticar um bom futebol é preciso ter uma grande equipe para dar suporte. E ainda estamos engatinhando neste quesito. Aliás estamos engatinhando em tudo. Em todos os segmentos de mercado estão faltando profissionais de nível. A educação continua a ser deixada de lado e nós acreditando que de um jeito a coisa vai. Não vai! Quantos estádios precisaremos construir para entender que o problema do fim está no começo, ou seja, ou investimos agora na educação básica ou no futuro serviremos apenas para apagar as luzes dos estádios!

Márdel Cardoso é diretor da Arenaplan http://www.arenaplan.com.br. Gerente de Projetos, Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG, MIT-Master Information Tecnology pela Fiap-SP, Marketing Esportivo pela Uniara e Gestão de Arenas Esportivas pela Trevisan. Autor de 2 livros. Tem 25 anos de experiência em projetos de tecnologia.

sábado, 2 de junho de 2012

Livro "A Um Passo de Mim" com desconto

Amigos,


Como sabem meu livro hoje é vendido nas livrarias a R$41,00. Mas decidi fazer uma reserva especial para meus amigos e alunos do facebook a preço de custo (R$27,00) criando uma loja virtual aqui mesmo no FACEBOOK. Se curtirem a página dou um pequeno desconto. Se puderem ajudem-me a divulgar o livro
https://www.facebook.com/mardelcardoso?sk=app_206803572685797 Centenas de alunos e amioos leram e o resultado foi uma leitura de ótimo nível para toda a família. O livro é surpreendente para a grande maioria das pessoas. O livro foi resultado de 2 anos de pesquisas. Entrevistei alguns executivos famosos como Pierre Schurmann Sidnei Oliveira , ex-sócios do mecanismo de busca Zeek, concorrente principal do Cadê, pioneiros na venda de empresas de internet por milhões de reais, e uni histórias como de Marcos de Morais, que vendeu a Zip.Net por centenas de milhões de reais para a Portugal Telecom, entre muitas outras histórias, unidas para criar esta ficção totalmente baseada em fatos reais. Vocês vão conhecer como a Zip.net conseguiu fundar o famoso Zipmail. Esta história poderia ter sido bem diferente. Paulo, o protagonista é um empreendedor ousado, super criativo, dinânico, inteligente e muito determinado. Vocês vão aprender técnicas de empreendedorismo e rir das dezenas de situações engraçadas que ele passa entre os marcantes anos de 95 a 2002, ano do boom da internet brasileira e mundial. Garanto uma ótima diversão para todos. O livro é enviado para vocês, o frete vocês pagam quando receberem o livro pelos correios. A tiragem reservada para os amigos é pequena, pois pretendo encerrar esta edição para a fazer a última revisão, antes de relançar o livro com uma nova capa. É isso desejo a todos uma boa leitura. Obrigado.



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