sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Empresa Brasileira cria software para diminuir as filas dos Estádios

A Arenaplan Consultoria criou em São Paulo uma solução avançada de pagamento para eliminar as filas internas nos estádios brasileiros. Usando um cartão parecido com um cartão de crédito, o chamado RFID, o torcedor carrega o cartão pela internet ou pelo celular os valores que pretende consumir na arena pagando com cartão de crédito ou débito. Com isso ele não precisa mais usar dinheiro ou digitar senhas na hora de efetuar o pagamento. Basta informar ao atendente o que deseja e encostar o cartão numa leitora especial. Automaticamente o sistema consulta o saldo disponível e efetua o débito em seu cartão, agilizando o processo de pagamento. Este tipo de solução é chamado no exterior de CASHLESS.

A tecnologia desenvolvida pela startup brasileira é pioneira no Brasil. Ela é chamada Arenaplan Sem Filas e hoje é uma das mais avançadas do mundo por trabalhar em plataforma móvel. A empresa desenvolveu a plataforma analisando algumas soluções européias convertendo toda solução para trabalhar em nuvem e para celulares. Ou seja, toda a inteligência do sistema está instalada em Data Center e integrada aos principais bancos do mercado, o que possibilita ao torcedor ter todo tipo de cartão de crédito ou débito ao seu dispor para fazer o carregamento do cartão. “Isso oferece ao torcedor conforto para comprar o que deseja com tranquilidade, mesmo durante o intervalo onde o movimento é muito grande e, tecnologia para o gestor, pois ele sabe exatamente o que está gerando mais vendas em cada bar ou loja e, pode até traçar um plano de segmentação do público, como fazem hoje algumas arenas no exterior”, informa Márdel Cardoso, diretor da Arenaplan. A empresa está desenvolvendo agora uma alternativa para oferecer também carregadores fixos no local em parceria com empresas nacionais.

O estádio disponibiliza em cada bar uma maquininha portátil, pouco maior que uma maquininha comum de cartão de crédito, mas muito mais inteligente, com um display maior e aplicativo próprio em plataforma Mobile. Este equipamento emite recibos para os clientes e substitui o PDV tradicional em alguns casos, e ainda emite as notas fiscais eletronicamente para os clientes, o que diminui as chances de fraude nos bares. O Gestor utiliza um backoffice na internet para gerenciar o sistema e acompanha todo o processo online, do cadastro, carregamento, vendas, pagamentos e até mesmo a performance de comunicação das maquininhas nos bares.  
A solução da Arenaplan chamou a atenção de vários clubes brasileiros, estádios e até multinacionais concorrentes. Além de funcionar em estádios de futebol ela também pode ser utilizada em shoppings, eventos, ginásios esportivos e até em escolas. Por ter tecnologia de ponta desenvolvida no Brasil a solução chega a custar 1/3 das soluções internacionais. Uma multinacional japonesa que já tinha tecnologia semelhante se interessou pela solução por ser mais barata e melhor adaptada aos padrões brasileiros.
O CASHLESS é hoje um dos segredos da Alemanha para atingir quase 100% de ocupação nos estádios da 1ª e 2ª divisão. Quase todos os estádios lá já tem este tipo de solução funcionando. Este tipo de tecnologia esta sendo utilizada em dezenas de estádios nos EUA, Europa e até no Japão. Nenhum estádio no Brasil utilizou ainda este tipo de solução, o que mostra mais uma das deficiências do mercado brasileiro.  A solução foi apresentada agora em dezembro em São Paulo, no 1º Fórum de Gestão de Estádios e Arenas que contou com a presença dos principais dirigentes dos maiores clubes de futebol do país além dos gestores das arenas. O presidente do Botafogo, Maurício Assunção abriu pessoalmente o evento.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A média de público e o tamanho das arenas


A Mania de Grandeza brasileira não deve se refletir nas arenas.
A Arenaplan divulgou nesta última semana um relatório (Novas Arenas dos Clubes após a copa)sobre as possíveis novas arenas que os clubes brasileiros podem construir. Este relatório comparou as médias de público de 10 clubes durante o período de 1971 a 2012. Se vocês observarem rapidamente pode parecer que o Flamengo, líder da pesquisa, e líder na média de público, com mais de 27 mil torcedores anuais poderia, pensar em ter uma grande arena própria. Porém a pesquisa também revelou a realidade. O próprio Flamengo teve uma enorme queda em sua média de público a partir da década de 90. Esta queda tem vários motivos, incluindo aumento da violência, falta de conforto e segurança, competição com outros meios de entretenimento entre muitos outros. Estes fatores também influenciaram outros clubes. E não será apenas com uma simples melhora no conforto nos estádios que vamos melhorar estes índices.
A Europa e EUA estão 20 anos adiantados em relação ao Brasil, em relação à relacionamento com o torcedor. Não é somente na tecnologia dentro dos estádios. Mas o tratamento do torcedor como cliente. Este tratamento começa por segmentar o público alvo, o torcedor, em vários perfis diferentes, indo do nível de renda aos perfis de consumo. O Manchester City dividiu seus torcedores em 38 perfis e trabalha fortemente cada um deles, oferecendo produtos e serviços fortemente aliados com seus gostos e renda.
Ao analisarmos os números de média de público fica claro que, o brasileiro só enche o estádio quando seu time está indo bem. E isso não vai acontecer sempre. O clube precisa entender que o estádio deve estar cheio mesmo o clube estando perto da zona de rebaixamento. Vejam que na Alemanha os estádios estão cheios na primeira e segunda divisão.
O Flamengo não pode mais depender de um time fantástico para obter novamente 37 mil de media de público (Média da década de 70 e 80). Da mesma maneira o Atlético-MG recuperar sua média da década de 70 de 26 mil torcedores por jogo. Estas médias não podem ser somente para um ano. O Flamengo obteve em 1980 a média recorde de 66 mil por jogo. O Atlético-MG obteve em 1977 de 55 mil pessoas. Isso talvez se repita no futuro. Mas o Brasil mudou drasticamente desde então. E o negócio do futebol também.
E por isso estes clubes devem pensar primeiro em recuperar 20 anos de atraso na gestão dos clientes, ou seja, dos torcedores. Quando estes clubes estiverem tendo, médias de público de cerca de 80% dos estádios em todos os jogos, eles poderão pensar em ampliar suasarenas ou até em construir novas arenas, fato muito comum nos EUA.
É por isso que o Flamengo não pode pensar em uma nova arena acima de 50 mil pessoas. O Atlético-MG em uma arena acima de 45 mil lugares. O custo de operação é altíssimo. Uma arena precisa ter no mínimo 50 a 100 profissionais, dependendo do tamanho, para manter tudo funcionando. Um estádio é como um shopping center. E da mesma maneira tem custos altíssimos para operar. Agora imagine que um estádio, além da operação, precisa realizar vários eventos para gerar renda. É por isso que o volume de profissionais tem que ser alto.
Por isso que o Santos, Goiás e Figueirense não deveriam pensar em arenas acima de 25 mil lugares. O Ceará fechou contrato com a Arena Castelão, mas de apenas 5 anos. Eles podem pensar em construir um estádio no mesmo tamanho. Já o Fluminense deve pensar no máximo em um estádio para 30 mil assentos. Mas não seria ruim pensar em uma arena de 25 mil lugares. Lembrem de como o Independência tem sido bom para o Atlético-MG, mesmo com apenas 25 mil lugares. A diferença está no volume de camarotes. É preciso ter muitos deles. É deles que saem a principal fonte de renda. E no Independência só tem 18 deles.
Precisamos colocar os pés no chão. O futebol brasileiro está muito atrasado. Precisamos começar a  trabalhar sério. A mania de grandeza brasileira não deve se refletir nas arenas. Vamos lotar primeiro as novas arenas que já foram construídas e que serão no futuro. Só assim poderemos pensar grande novamente.

Por Márdel Cardoso, gerente de projetos/gerente de tecnologia. Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG, MIT-Master Information Tecnology pela Fiap-SP, Marketing Esportivo pela Uniara, Gestor de Arenas Multiuso pela Trevisan-SP. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Quantos Estádios Precisamos Construir?

O brasileiro precisa crescer. Estamos na adolescência em matéria de gestão de projetos. Precisamos apagar alguns maus exemplos de nossas mentes e investir dezenas de milhões de reais em uma campanha didática forte para mudar definitivamente a cultura do "Estamos no Brasil! Isso não funciona", "Quem sobe na vida é quem puxa saco, ganha na loteria ou casa com mulher rica" entre outras bobagens que só incentivam o amadorismo brasileiro.

Precisamos entender e ensinar o brasileiro que seriedade não é chatice. Que planejamento não é perda de tempo. Nós precisamos ensinar o brasileiro que qualquer projeto deveria ter um prazo pré-estabelecido e seguido rigorosamente à risca, seja ele público ou privado, pequeno ou grande. Qualquer projeto deveria ter um plano de custos e um escopo levantados com cuidado para que o capital investido seja o suficiente para cobrir qualquer problema que aconteça. Isso é feito há muito tempo em projetos no exterior em vários segmentos de mercado. Porque não começamos a fazer isso no Brasil? Vai sobrar muito dinheiro para escolas, hospitais entre outros.

Ainda estamos buscando um presidente super-herói que seja capaz de mudar tudo num piscar de olhos sem que tenhamos que mudar nada, sentado em nosso berço esplêndido. Afinal é mais fácil jogar a culpa no presidente do que em nós mesmos! Foi preciso o governo se mobilizar e privatizar todos os grandes estádios da copa. Se o governo fosse esperar que os clubes do país se mobilizassem para gerir estas novas arenas não existiria copa. Os clubes de futebol profissional sequer enxergaram o valor financeiro que trarão estas novas arenas. O Real Madrid já fatura mais de R$1,1 bilhão de reais com sua arena por ano porque faz um excelente trabalho, dez vezes mais que nossa arena mais rentável vai faturar no primeiro ano, depois que estiver pronta.
Esta história que o clube não pode ter outro ramo de negócios está furada. O clube precisa faturar em várias áreas, seja ela qual for, para conseguir manter um “Neymar” no time por exemplo. O clube precisa abrir novas frentes de receita para poder competir com os clubes brasileiros e europeus. O faturamento dos brasileiros não está aumentando por sua competência. Foram as cotas de TV que aumentaram. E isso terá um limite.

Aqui no Brasil nosso futebol precisa de menos talentos dentro do campo do que fora. No campo são apenas onze jogadores, mas para que eles consigam praticar um bom futebol é preciso ter uma grande equipe para dar suporte. E ainda estamos engatinhando neste quesito. Aliás estamos engatinhando em tudo. Em todos os segmentos de mercado estão faltando profissionais de nível. A educação continua a ser deixada de lado e nós acreditando que de um jeito a coisa vai. Não vai! Quantos estádios precisaremos construir para entender que o problema do fim está no começo, ou seja, ou investimos agora na educação básica ou no futuro serviremos apenas para apagar as luzes dos estádios!

Márdel Cardoso é diretor da Arenaplan http://www.arenaplan.com.br. Gerente de Projetos, Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG, MIT-Master Information Tecnology pela Fiap-SP, Marketing Esportivo pela Uniara e Gestão de Arenas Esportivas pela Trevisan. Autor de 2 livros. Tem 25 anos de experiência em projetos de tecnologia.

sábado, 2 de junho de 2012

Livro "A Um Passo de Mim" com desconto

Amigos,


Como sabem meu livro hoje é vendido nas livrarias a R$41,00. Mas decidi fazer uma reserva especial para meus amigos e alunos do facebook a preço de custo (R$27,00) criando uma loja virtual aqui mesmo no FACEBOOK. Se curtirem a página dou um pequeno desconto. Se puderem ajudem-me a divulgar o livro
https://www.facebook.com/mardelcardoso?sk=app_206803572685797 Centenas de alunos e amioos leram e o resultado foi uma leitura de ótimo nível para toda a família. O livro é surpreendente para a grande maioria das pessoas. O livro foi resultado de 2 anos de pesquisas. Entrevistei alguns executivos famosos como Pierre Schurmann Sidnei Oliveira , ex-sócios do mecanismo de busca Zeek, concorrente principal do Cadê, pioneiros na venda de empresas de internet por milhões de reais, e uni histórias como de Marcos de Morais, que vendeu a Zip.Net por centenas de milhões de reais para a Portugal Telecom, entre muitas outras histórias, unidas para criar esta ficção totalmente baseada em fatos reais. Vocês vão conhecer como a Zip.net conseguiu fundar o famoso Zipmail. Esta história poderia ter sido bem diferente. Paulo, o protagonista é um empreendedor ousado, super criativo, dinânico, inteligente e muito determinado. Vocês vão aprender técnicas de empreendedorismo e rir das dezenas de situações engraçadas que ele passa entre os marcantes anos de 95 a 2002, ano do boom da internet brasileira e mundial. Garanto uma ótima diversão para todos. O livro é enviado para vocês, o frete vocês pagam quando receberem o livro pelos correios. A tiragem reservada para os amigos é pequena, pois pretendo encerrar esta edição para a fazer a última revisão, antes de relançar o livro com uma nova capa. É isso desejo a todos uma boa leitura. Obrigado.



Click para acessar a loja

sábado, 5 de junho de 2010

Redes Sociais: A ciência das conexões e a sua influência nos negócios e relações – PARTE 1/3

Desta semana em diante estarei abordando o assunto das Redes Sociais com uma outra ótica, envolvendo desde os campos de pesquisas sobre o assunto de redes à estratégia e política que as empresas devem planejar antes de implantar suas mídias sociais, além dos benefícios empreendedores das redes sociais às empresas. Neste primeiro artigo vamos falar sobre a ciência das redes sociais.

Muito se tem falado das redes sociais, do rápido crescimento e mercado alcançados, do polêmico uso das mídias sociais internamente pelas empresas, mas será que já visualizamos realmente as vantagens competitivas no uso deste tipo de ferramenta? Ou conhecemos parte do imenso campo de pesquisas já realizada na área? Em uma de minhas palestras, divulguei dados importantes citados em um livro de Albert Barabasi, chamado Linked, recentemente traduzido para o português.

Todos os jornais, revistas, imprensa em geral não param de comentar o assunto do enorme crescimento das mídias sociais como Facebook, Twitter entre muitas outras. Mas será que todos nós conhecemos a complexidade de nosso comportamento em redes sociais? Será que entendemos a dimensão da ciência envolvida neste processo?

O estudo das redes bem é antigo, bem antes do nascimento da internet, e ainda hoje pouco se conhece dele. Entender a lógica do comportamento parece ser uma missão impossível, a princípio é necessário entender a dimensão e complexidade dos mundos onde tudo pode estar conectado. Muitos pesquisadores vêm estudando o fenômeno do comportamento em redes, e vamos aprender algo de novo com eles. No final deste artigo indico alguns livros para vocês.

Segundo Albert Barabási, de alguma maneira nós estamos conectados uns aos outros. Existe sempre um elo comum entre nós, seja a cidade, país onde vivemos, as pessoas que já encontramos, conhecemos ou contatamos em algum lugar, seja real ou pela internet. As redes estão em toda parte. Muitos eventos e fenômenos estão conectados de alguma maneira e se interagem por uma série complexa de comportamentos sociais. Percebemos que tudo se relaciona a tudo, e isso pode nos afetar de alguma maneira.

Muito antes do fenômeno das mídias sociais como Twitter e Facebook já se tentava mapear como a dinâmica de nosso comportamento em redes se procedia. Em uma Rede Social, consideramos cada indivíduo como um “nó” e nossas relações pessoais como “links”. Compreender como as redes realmente funcionam podem gerar várias idéias e inovações, seja nos negócios, na formação de mercados, antecipação de comportamentos de compra, padrões comportamentais internos numa empresa e etc.

Será que existem modelos matemáticos capazes de explicar e demonstrar as conexões ou relações pessoais que podemos ter em nossa vida? Ou modelos matemáticos capazes de prever o sucesso de uma ou outra campanha de marketing por redes sociais? Será que existem modelos capazes de expor as deficiências ou vantagens no uso da tecnologia de redes sociais nas empresas?

No livro Linked, nós percebemos que estamos apenas visualizando a ponta do iceberg no estudo das redes sociais e o tremendo impacto que isso pode causar em nossas vidas. O estudo dos modelos matemáticos que descrevem as redes sociais é mais antigo do que se pensa. Tudo começou com a teoria dos grafos proposta há cerca de 300 anos atrás por Leonard Euler (veja na figura).


Pontes de Konigsberg











Ele inventou a teoria matemática dos grafos ao substituir cada uma das quatro faixas de terra por nós (A a D) e cada ponte (a a g) por links, obtendo um grafo formado por quatro nós e sete links. A partir do grafo das pontes de Konigsberg, ele provou que não havia uma rota que cruzasse cada link apenas uma vez. Era necessário inserir de pelo mais um link (uma ponte) para tornar possível esta solução. Embora esse modelo seja bem antigo, ele foi a base para os estudos mais recentes na área.

Cada rede possui sua própria dinâmica, seu próprio comportamento, mas a primeira tentativa para descrever esses diferentes sistemas foi proposta muitos anos atrás por Paul Erdós e Albert Rényi. Eles encararam o desafio de propor uma formulação matemática para descrever todos os grafos complexos em um único esquema, o chamado “mundo randômico”.

Como no exemplo da figura ao lado, tome uma festa com 10 convidados, em que a princípio nenhum deles conhece o outro, formam-se alguns laços sociais (links) à medida que os convivas começam a conversar em pequenos grupos. De início, os grupos são isolados uns dos outros. No lado esquerdo quem quer que esteja fora da linha ainda é um estranho. Com o passar do tempo três convidados se deslocam para diferentes grupos, emergindo então um gigantesco agrupamento. Embora nem todo mundo conheça todo mundo, existe agora uma única rede social entre todos. Isso também é chamado de “Cluster”, se inseríssemos pelo menos um link entre cada convidado da festa, de forma que todos tivessem pelo menos um link, seria possível propagar qualquer mensagem rapidamente, mesmo que não se conhecesse todos os convidados, pois você está próximo de qualquer pessoa da festa, mesmo que não a conheça. Isso estabelece a importância dos vínculos fracos em qualquer rede social. “Vínculos fracos desempenham papel crucial em nossa capacidade de nos comunicar com o mundo exterior”, informa Barabási. Se formos buscar um emprego, talvez os amigos ajudem pouco, mas será fundamental ativar nossos contatos mais distantes para ou propagar que você está disponível no mercado ou para buscar novas informações ou oportunidades.

Mas será que tendemos sempre a formar ligações da mesma maneira? Quantas ligações tendemos a fazer em nossas vidas? Ou quantas ligações nós estamos de cada um de nós? Um professor de Harvard chamado Stanley Milgram, em 1967, celebrizou o famoso conceito de nossa interconectividade, estabelecendo que estamos 6 graus de separação um dos outros. Ele enviou centenas de cartas aleatoriamente para moradores de 2 cidades nos EUA pedindo que eles participassem de uma pesquisa, sem custo algum. Na carta havia foto, nome e endereço de uma pessoa, um professor da universidade de Harvard. Se eles o conhecessem deveriam enviar a carta diretamente para ele, caso contrário deveriam enviá-la para uma pessoa que conhecessem pelo primeiro nome, que talvez pudesse conhecê-la, e anotasse seu nome no final de uma das folhas, para que a pesquisa pudesse levantar quantas pessoas (links) esta carta passou. O resultado da pesquisa foi 5,5, onde mais de 25% das cartas chegaram ao seu destino.

A pesquisa comprovou que já na década de 60 vivíamos nos chamados "mundos pequenos". E em mundos pequenos os elos fracos vão desempenhar papel crucial. Mas isso foi antes do fenômeno da internet. E qual seria o tamanho de nossa interconectividade nos dias de hoje? Para obter esta resposta seria preciso primeiro medir o tamanho da web. Quantos documentos existiam? Coube a Steve Lawrence e Lee Giles levantar que possuíamos cerca de um bilhão de documentos, em 1999. Mas e qual a distância entre eles? Quantos links estão um de outro?

Albert Barabási, Réka Albert e Hawoong Jeong, no departamento de física da Universidade de Notre Dame iniciaram os estudos para justamente medir isso. Foi preciso montar um robô, semelhante ao utilizado pelo Google ou Yahoo, mas mesmo assim, seria impossível medir isso globalmente, poderia levar muitos anos para medir toda a internet, imagina na escala de crescimento atual, seria praticamente impossível, até mesmo porque não seria possível acessar alguns deles. Por isso fizeram pesquisas com segmentos da internet e estabeleceram um valor estatístico médio que cada documento, em média, se encontra a 19 cliques um do outro.

As duas pesquisas comprovaram que vivemos em mundos muito pequenos, mesmo a última pesquisa não considerou o uso das mídias sociais. E hoje, o que eram 6 graus de separação, podem ser três, com o fenômeno da internet e mídias sociais. O que eram 19 graus entre os documentos, anos atrás, agora podem ser bem menos.

O "mundo randômico" de Paul Erdós e Albert Rényi caiu por terra com a teoria dos conectores. Os conectores são pessoas que possuem um alto grau de conexões, um desejo nato de fazer amigos, contatos, seja por carisma, por facilidade de comunicação e etc. Todos conhecemos um conector, ou digamos, uma pessoa popular. Os conectores são muito importantes em nossa rede social. Eles criam tendências e modas, fazem contatos importantes, e espalham novidades e até ajudam a impulsionar um negócio. Eles estão presentes em diversos sistemas complexos. Na internet os conectores são conhecidos como “Hubs”. Podemos citar o Google como um exemplo de Hub. A “clusterização” e os conectores derrubaram a visão randômica de Erdos e Rényi e nos mostraram que ainda estamos iniciando a busca de modelos que consigam descrever as diversas redes, em um mundo complexo.

Mesmo ainda com nossa visão limitada dos mundos complexos, já podemos, em menor escala, dimensionar ou antecipar algumas tendências e comportamentos benéficos ou maléficos internamente em uma empresa ou pocionar a empresa de forma a se beneficiar de uma estratégia empreendedora baseada na visão de redes. E este será o tema seguinte deste artigo, disponível a partir da semana que vem. Aproveite para conhecer detalhes de minha palestra sobre este tema.

Bibliografia:
- Barabási, Albert László, Linked – A nova ciência nos networks. 1ª edição. São Paulo: Editora Leopardo, 2009.
- Goossen, Richard J. – E-empreendedor, a força das redes sociais para alavancar seus negócios e identificar oportunidades. 1ª edição. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2009.
- Cross, Rob e Robert J.Thomas – Redes Sociais, como empresários e executivos de vanguarda as utilizam para obtenção de resultados. São Paulo: Editora Gente, 2009.


Por Márdel Vinicius de Faria Cardoso: tem 44 anos. É Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG. Pós-Graduado no MIT-Master Information Tecnology pela FIAP-SP. Tem mais de 23 anos de experiência em informática, 15 ano dedicados a projetos web, de analista, gerente a executivo. Foi palestrante em vários eventos e articulista em revistas, jornais e portais pelo Brasil. Diretor e fundador do Portal B2b Mercosul Search, criado em 1996 e Top 5 no IBEST 2001 a 2003. Foi professor de Linguagens para Web e E-Marketing da Fasp/Ceinter, Eniac e Fiap e hoje leciona Gestão de Projetos na Uninove em São Paulo. Autor dos livros “Desenvolvimento Web para o Ensino Superior” pela Axcel Books do Brasil em 2004 e “Programação Web para o Ensino Superior” pelo Clube dos Autores e “A Um Passo de Mim” em 2009.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Palestra: Redes Sociais - A Ciência das conexões e sua influência nos negócios e relações

Uma palestra voltada para entender parte da ciência envolvida nas redes sociais. Uma palestra que vai expor para você e sua empresa a complexidade que envolvem nossas relações e comportamento em redes sociais. Sua empresa vai entender a importância das mídias sociais e o estabelecimento de uma política para implantação destas ferramentas. A palestra mostra uma visão abrangente do assunto das redes sociais e mostra que a empresa pode se beneficiar muito mais que apenas do marketing para obter vantagens competitivas em seu mercado. Os temas abordados são:

Público-Alvo:
- Estudantes
- Profissionais liberais
- Empreendedores
- Profissionais de Marketing, informática e vendas
- Gerentes e Diretores
-Profissionais, Empreendedores, Analista de Marketing, Publicitários em geral
Tópicos:

Parte I - A Ciência das Redes Sociais



-Introdução: O que é uma rede?
-A teoria dos grafos
-Conexões: Um mundo randômico?
-Seis graus de separação
-19 graus de separação na web
-Mundos Pequenos
-Hubs e Conectores: um mundo complexo

Parte II - Redes Sociais na Gestão Interna
-A ONA - Análise de redes organizacionais
-Propostas de Valor Estratégico
-Alinhando a Cultura e a Estratégia

Parte III - Inovação através das Redes Sociais
-Da Web 1.0 a Web 2.0
-O CrowdSourcing
-Estratégia Empreendedora baseada em Redes Sociais

Sobre o Palestrante: Márdel Vinicius de Faria Cardoso tem 43 anos. É Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG. Pós-Graduado no MIT-Master Information Tecnology pela FIAP-SP. Tem mais de 23 anos de experiência em empresas de tecnologia de Belo Horizonte, Brasília e São Paulo atuando como analista de sistemas e suporte, gerente de sistemas, gerente de projetos e empresário. Foi palestrante em vários eventos e articulista em revistas, jornais e portais pelo Brasil. Diretor e fundador do Portal B2b Mercosul Search, criado em 1996 e Top 5 no IBEST 2001 a 2003. Foi professor de Linguagens para Web e E-Marketing da Fasp/Ceinter, Eniac e Fiap e hoje leciona Gestão de Projetos na Uninove em São Paulo. Autor dos livros “Desenvolvimento Web para o Ensino Superior” pela Axcel Books do Brasil em 2004 e “Programação Web para o Ensino Superior” pelo Clube dos Autores e “A Um Passo de Mim” em 2009.

Para informações sobre a palestra envie um e-mail para mardelcardoso@hotmail.com.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Nos Embalos da Rede - Revista da Indústria - Fev/2010 - Fiesp

As mídias Sociais abrem como excelente oportunidades de Negócios para empresas e médias empresas (Revista da Indústria -Fiesp). Entrevista dada à revista em fevereiro/2010.
Click na imagem para ler a Matéria completa.



















Fonte: Revista da Indústria - Fev/2010 -Fiesp